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ANTONIO E LEOPOLDO: QUEM ERAM OS DOIS PILOTOS QUE MORRERAM NO HELICÓPTERO COM RICK

CIDADEOESTE
22 de Setembro de 2026 às 23:25
5 min de leitura
ANTONIO E LEOPOLDO: QUEM ERAM OS DOIS PILOTOS QUE MORRERAM NO HELICÓPTERO COM RICK

Antonio Roberto Nóbrega Araújo comandava a aeronave e Leopoldo de Barros Teixeira atuava como copiloto; identidade dos dois foi confirmada pela empresa responsável pelo helicóptero

A tragédia aérea que matou o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar e o filmmaker Paulo Soares também tirou a vida dos dois profissionais que estavam na cabine do helicóptero.

O piloto foi identificado como Antonio Roberto Nóbrega Araújo.

O copiloto era Leopoldo de Barros Teixeira.

Os nomes completos foram confirmados pela JTA Empreendimentos e Urbanismo, empresa responsável pela aeronave.

Antonio e Leopoldo completam a lista das cinco vítimas do acidente ocorrido na Serra Catarinense.

EMPRESA CONFIRMOU IDENTIDADE DOS TRIPULANTES

Durante as primeiras horas após o desaparecimento, poucas informações haviam sido divulgadas sobre quem comandava o helicóptero.

Inicialmente, diferentes veículos identificavam os tripulantes apenas pelos primeiros nomes: Antonio e Leopoldo.

Posteriormente, a JTA confirmou as identificações completas:

Piloto: Antonio Roberto Nóbrega Araújo

Copiloto: Leopoldo de Barros Teixeira.

HELICÓPTERO ERA UM BELL 430

Antonio e Leopoldo estavam na cabine de um Bell 430, helicóptero bimotor fabricado pela norte-americana Bell Helicopter.

A aeronave envolvida no acidente foi fabricada em 2001.

O helicóptero pertencia à JTA Empreendimentos e Urbanismo.

Segundo informações divulgadas após a tragédia, a empresa afirmou que a aeronave havia sido cedida para a viagem de Bruno Avelar e Rick, que eram amigos do proprietário.

VOO SAIU DE PORTO BELO

O helicóptero decolou de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, e tinha como destino São Joaquim, na Serra Catarinense.

A bordo estavam os dois tripulantes e três passageiros:

Rick;

Bruno Avelar;

Paulo Soares.

Antes do deslocamento de helicóptero, Rick e Bruno haviam viajado de avião de Jundiaí, no interior de São Paulo, até Santa Catarina.

AERONAVE DESAPARECEU DURANTE O TRAJETO

Durante o deslocamento em direção à região serrana, o contato com a aeronave foi perdido.

O desaparecimento mobilizou uma operação de busca que atravessou a noite.

As condições meteorológicas na região foram um dos desafios enfrentados pelas equipes.

Isso, entretanto, não significa que o mau tempo tenha causado o acidente.

A causa da queda ainda será determinada pela investigação aeronáutica.

OPERAÇÃO MOBILIZOU DEZENAS DE BOMBEIROS

As buscas envolveram uma grande estrutura.

Segundo informações divulgadas após a localização dos destroços, aproximadamente 40 bombeiros militares chegaram a participar da operação.

Foram utilizados cães de busca, drones equipados com recursos térmicos, veículos terrestres e aeronaves.

A Força Aérea Brasileira também entrou na operação.

AVIÃO DA FAB VOOU 13 HORAS DURANTE AS BUSCAS

A FAB utilizou uma aeronave SC-105 Amazonas, especializada em operações de busca e salvamento.

Somente nessa ocorrência, o avião realizou aproximadamente 13 horas de voo procurando sinais do helicóptero desaparecido.

DESTROÇOS FORAM LOCALIZADOS EM URUBICI

O desfecho ocorreu nesta terça-feira (22).

Por volta das 12h, equipes localizaram os destroços na região de Urubici, na Serra Catarinense.

O local era de difícil acesso.

Os cinco ocupantes foram encontrados mortos.

Com a localização da aeronave, a operação passou da fase de busca e salvamento para a recuperação das vítimas e investigação do acidente.

CENIPA INVESTIGARÁ O ACIDENTE

Agora começa um trabalho diferente.

A Força Aérea Brasileira acionou investigadores especializados para determinar os fatores que contribuíram para a queda.

Profissionais do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília, e do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa V), de Canoas, no Rio Grande do Sul, foram mobilizados.

A chamada ação inicial inclui coleta de informações, avaliação dos destroços e levantamento de elementos relacionados ao voo.

NÃO HÁ CAUSA DEFINIDA PARA A QUEDA

Este é um ponto especialmente importante.

Até esta terça-feira (22), não existe conclusão oficial atribuindo responsabilidade pelo acidente a Antonio, Leopoldo ou qualquer outra pessoa.

Também não há conclusão de que condições meteorológicas, eventual falha mecânica ou qualquer decisão operacional tenham causado a tragédia.

Essas hipóteses somente poderão ser avaliadas depois do trabalho técnico.

Por isso, qualquer tentativa de atribuir antecipadamente a queda aos pilotos seria especulação.

DESTROÇOS PODEM AJUDAR A RECONSTRUIR OS ÚLTIMOS MOMENTOS

Os investigadores deverão analisar a dinâmica dos danos encontrados na aeronave e reunir todas as informações disponíveis sobre o voo.

A investigação aeronáutica procura identificar fatores contribuintes para prevenir novos acidentes, não simplesmente apontar culpados.

Dados meteorológicos, condições da aeronave, planejamento, trajetória, comunicações e aspectos operacionais poderão integrar a análise.

Somente depois desse trabalho será possível compreender melhor o que aconteceu.

CINCO VIDAS, UMA MESMA TRAGÉDIA

A repercussão nacional do acidente se concentrou inicialmente em Rick, consequência natural de seus 40 anos de carreira e da enorme projeção da dupla Rick & Renner.

Mas naquele helicóptero havia cinco pessoas.

Bruno Avelar deixou sua trajetória no empreendedorismo.

Paulo Soares deixou uma carreira em crescimento no audiovisual.

E na cabine estavam dois profissionais responsáveis pela operação da aeronave:

Antonio Roberto Nóbrega Araújo e Leopoldo de Barros Teixeira.

Os cinco embarcaram para uma viagem que deveria terminar na Serra Catarinense.

Nenhum deles chegou ao destino.

Enquanto familiares e amigos enfrentam o luto, caberá agora aos especialistas da investigação aeronáutica buscar respostas sobre os últimos momentos daquele voo.

E, até que essas respostas existam, Antonio e Leopoldo devem ser tratados como vítimas da tragédia não como responsáveis por uma causa que ainda não foi determinada.

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FONTE: Força Aérea Brasileira (FAB) / Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) / JTA Empreendimentos e Urbanismo / Folha de S.Paulo / UOL / CNN Brasil / SCC10

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