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ACHO QUE NASCI PARA ISSO: QUEM ERA PAULO SOARES, FILMMAKER QUE MORREU NO HELICÓPTERO COM RICK

CIDADEOESTE
22 de Setembro de 2026 às 23:19
5 min de leitura
ACHO QUE NASCI PARA ISSO: QUEM ERA PAULO SOARES, FILMMAKER QUE MORREU NO HELICÓPTERO COM RICK

Profissional do audiovisual registrou a própria viagem horas antes da tragédia; formado em Produção Audiovisual, trabalhava com Bruno Avelar e construía carreira como diretor de fotografia, filmmaker e editor

Entre as cinco vidas perdidas no acidente de helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, nesta terça-feira (22), estava um profissional que fazia justamente aquilo que havia escolhido para sua vida: contar histórias através de imagens.

O filmmaker Paulo Soares estava a bordo do helicóptero Bell 430 que desapareceu durante o trajeto entre Porto Belo e São Joaquim, em Santa Catarina.

Paulo trabalhava com o empresário Bruno Avelar, outra vítima da tragédia, e acompanhava compromissos profissionais produzindo imagens e conteúdos.

Poucas horas antes do desaparecimento da aeronave, ele fez registros do próprio voo.

Uma das últimas frases publicadas por Paulo nas redes sociais acabou ganhando um significado doloroso depois da confirmação de sua morte:

Acho que nasci para isso.

O registro havia sido feito de dentro do helicóptero.

PAULO TRABALHAVA PROFISSIONALMENTE COM AUDIOVISUAL DESDE 2022

Paulo Soares era morador de Osasco, na Grande São Paulo, e vinha construindo sua trajetória profissional no mercado audiovisual.

Segundo informações disponíveis em seu perfil profissional e reunidas após o acidente, ele atuava na área desde 2022.

Paulo era formado em Tecnologia em Produção Audiovisual pela Universidade Nove de Julho (Uninove), onde estudou entre 2021 e 2023.

Antes disso, concluiu o ensino médio na Escola Estadual Professor Vicente Themudo Lessa, em Jandira.

FILMMAKER, EDITOR E DIRETOR DE FOTOGRAFIA

Seu trabalho não se limitava a simplesmente operar uma câmera.

Paulo atuava como filmmaker, editor de vídeo, operador de câmera e diretor de fotografia.

Ao longo da carreira, participou da produção de conteúdos publicitários, documentais e materiais destinados às redes sociais.

A direção de fotografia começava a ganhar espaço especial em sua trajetória profissional.

Em sua apresentação profissional, Paulo explicava que buscava trabalhar elementos como luz, enquadramento, atmosfera e narrativa visual, aproximando o documental do cinematográfico.

CARREIRA COMEÇOU COMO PROFISSIONAL AUTÔNOMO

Os registros profissionais disponíveis indicam que Paulo começou a atuar como filmmaker autônomo no Instituto Destiny, em 2022.

Posteriormente, trabalhou em diferentes projetos e empresas ligados à produção de conteúdo.

Passou pela Assinco Cursos e pelos institutos Tânia Zambon e Rogério Penna.

Entre setembro de 2024 e janeiro de 2026, trabalhou como filmmaker na Tizan.

Em maio deste ano, iniciou uma nova etapa profissional.

HÁ CINCO MESES TRABALHAVA COM BRUNO AVELAR

Paulo havia passado a trabalhar como filmmaker e editor de vídeo no Poder do Network, projeto comandado pelo empresário Bruno Avelar.

Estava havia aproximadamente cinco meses na empresa.

Era justamente essa relação profissional que o colocou naquela viagem.

Paulo acompanhava Bruno em palestras, gravações de programas e compromissos públicos, registrando os acontecimentos em vídeo.

BASTIDORES DA TV E PERSONALIDADES FAZIAM PARTE DE SEUS REGISTROS

Nas redes sociais, Paulo compartilhava parte de sua rotina profissional.

Publicava bastidores de produções, trabalhos realizados em emissoras de televisão e registros ao lado de personalidades.

Também utilizava seu perfil para compartilhar técnicas e experiências relacionadas à produção audiovisual.

A câmera não era apenas instrumento de trabalho.

Era parte importante da identidade profissional que Paulo estava construindo.

ÚLTIMOS REGISTROS FORAM FEITOS DURANTE A VIAGEM

Na segunda-feira (21), Paulo voltou a fazer aquilo que fazia profissionalmente: registrar o que estava acontecendo ao seu redor.

Desta vez, entretanto, as imagens seriam algumas das últimas de sua vida.

Antes do desaparecimento do helicóptero, publicou imagens da aeronave e posteriormente mostrou o voo.

Por volta do meio-dia, fez um registro pela janela.

Foi nesse contexto que escreveu:

Acho que nasci para isso.

PAULO ERA CASADO

Além da carreira que vinha construindo, Paulo deixa uma história familiar.

Ele era casado com a psicóloga Kelly Costa desde 2022.

Em novembro de 2025, o casal havia celebrado três anos de união.

Nas redes sociais, os dois compartilhavam momentos da vida juntos.

PROFISSIONAL TAMBÉM MANTINHA LIGAÇÃO COM IGREJA

Informações divulgadas após o desaparecimento revelaram ainda que Paulo mantinha ligação com a Yah Church, localizada na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

Durante as buscas, a comunidade religiosa chegou a publicar manifestações relacionadas ao desaparecimento do profissional.

O VOO QUE TERMINOU EM TRAGÉDIA

Paulo embarcou no helicóptero ao lado de Rick, Bruno Avelar e dos dois profissionais responsáveis pela condução da aeronave.

O grupo seguia de Porto Belo para São Joaquim, na Serra Catarinense.

A aeronave desapareceu na segunda-feira.

Começava então uma grande operação de busca envolvendo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e Força Aérea Brasileira.

DESTROÇOS FORAM ENCONTRADOS NO DIA SEGUINTE

Por volta do meio-dia desta terça-feira (22), as equipes localizaram os destroços na região de Urubici, em uma área de difícil acesso da Serra Catarinense.

Nenhuma das cinco pessoas sobreviveu.

Morreram:

Rick, Bruno Avelar, Paulo Soares, Antonio Roberto Nóbrega Araújo e Leopoldo de Barros Teixeira.

UMA CARREIRA INTERROMPIDA ENQUANTO REGISTRAVA UMA HISTÓRIA

Paulo estava naquele helicóptero trabalhando.

Era o profissional responsável por transformar viagens, encontros e acontecimentos em imagens.

Durante aproximadamente quatro anos de atuação profissional, vinha acumulando experiências e avançando para a direção de fotografia.

Na segunda-feira, voltou sua câmera para a janela de um helicóptero sobre Santa Catarina.

Registrou a paisagem.

Publicou parte da experiência.

E escreveu que acreditava ter nascido para aquilo.

Horas depois, a aeronave desapareceu.

Nesta terça-feira, a confirmação da morte transformou aqueles registros profissionais nos últimos fragmentos públicos da trajetória de um jovem filmmaker que estava construindo seu espaço no audiovisual brasileiro.

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FONTE: Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina / Força Aérea Brasileira / CNN Brasil / UOL / Folha de S.Paulo / informações profissionais públicas de Paulo Soares

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